Terça-feira, 21 de Maio de 2013
  
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 BOCA DO ACRE



Aspectos Históricos
As terras que constituíam o município de Boca do Acre, antes da chegada do homem civilizado, era habitado pelos índios Capanas e Aripuanãs.
Em 03 de Fevereiro de 1878, ancorou nas proximidades da confluência do rio Acre com rio Purus, o navio Anajás, de propriedade da Companhia de Navegação do Rio Amazonas, sob o comando do piloto Carepa, sendo o chefe da expedição o Comendador João Gabriel de Carvalho e Melo, vindo com o mesmo 56 cearenses, 1 amazonense, 1 paraense, 1 piauiense e 1 português. O Comendador João Gabriel de Carvalho e Melo, cearense que já havia adquirido fortuna na exploração da borracha, nos seringais do Baixo Purus, veio explorar as terras onde está situado o município de Boca do Acre, até então desconhecidas. O Comendador João Gabriel de Carvalho e Melo e seus companheiros, localizaram-se em diversos pontos do território que hoje constitui o município de Boca do Acre. No local onde se acha situada a cidade, localizou-se Alexandre de Oliveira Lima, cognominado o Barão de Boca do Acre, o qual explorou grande área de terras. Na localidade de Vila de Floriano Peixoto (ex-Antimari), onde foi primitivamente a sede do município, localizaram-se Antônio Escolástico de Carvalho e Firmino Alves dos Santos.
Em 22.10.1890, pelo Decreto Estadual nº 67, são criados município e comarca, com a denominação de Antimari.
Em 10.04.1891, pela Lei nº 95, foi criada a comarca do município.
Em 28.01.1895 pela Lei Estadual nº 110, são extintos o município e a comarca.
Em 15.05.1897, pela Lei Estadual nº 166, ambos são restabelecidos, mas com nova denominação: Floriano Peixoto, verificando-se a sua reinstalação a 1º de agosto do mesmo ano.
Em 18.09.1902, pela Lei Municipal nº 8, é criado o distrito de Boca do Acre.
Em 05.11.1921, pela Lei Estadual nº 1.126, é suprimida novamente a Comarca de Floriano Peixoto.
Em 04.01.1926, pela Lei Estadual nº 1.233, é restaurada Comarca de Floriano Peixoto.
Em 02.05.1934, pelo Ato nº 3.462, a sede do município é transferida para Boca do Acre, que recebeu a categoria de vila, onde foi então desapropriada pelo Estado uma área de aproximadamente 880.000Km, na .margem direita do Purus para o necessário arruamento.
Em 31.03.1938, pelo Decreto-Lei Estadual nº 68, o município de Floriano Peixoto passa a denominar-se Santa Maria da Boca do Acre. Em virtude do Decreto-Lei nº 176, de 1º de Dezembro do mesmo ano, que fixou o quadro territorial do Estado 1939 – 43, o município e o Distrito de Santa Maria da Boca do Acre passaram a denominar-se simplesmente, Boca do Acre.
Limites
• Município de Boca do Acre
• Município de Lábrea
• Estado do Acre
• Município de Pauini
• Distrito de Boca do Acre e Floriano Peixoto
Localização: 3º Sub-Região – Região do Purus

Altitude: 105 m acima do nível do mar.

Área Territorial: 21.936 Km²

Temperatura Média: 29º C

Acesso: Via Terrestre
                  Via Fluvial

Distância
• Em linha reta entre Boca do Acre e a Capital do Amazonas, 950 Km.
• Por via fluvial entre Boca do Acre e a Capital do Amazonas, 2.272 Km.
• Por via terrestre entre Boca do Acre e a Capital do Amazonas, 1.653 Km.
Atividades Econômicas

• Setor Primário
- Agricultura: baseada nos seringais de cultivo e culturas de feijão, mandioca, arroz, milho e café. As culturas permanentes destacam-se com os seguintes produtos: abacate, banana, laranja, limão, abacaxi e manga.
- Pecuária: nos últimos anos a pecuária vem sobrepondo-se à agricultura como fator de maior importância para a economia local.
- Avicultura: caracterizada pela criação doméstica de galinhas, perus, patos e marrecos. Como produção derivada têm-se carne e ovos destinados ao consumo local.
- Extrativismo Vegetal: destacam-se: borracha, castanha e madeira.

• Setor Secundário
- Indústria: padarias, marcenarias, olarias, serrarias, máquina de secagem e beneficiamento de arroz e castanha (extração de óleo da castanha) e um alambique para a produção de aguardente.

• Setor Terciário
- Comércio: varejista e atacadista.
- Serviço: restaurante, postos de gasolina, oficinas de reparo de barcos e autos, supermercado, hotéis, pensões e bancos.

Eventos
•  Festival da Canção do Purus – FECAP (19 à 21 de junho)
•  Aniversário do Município (17 à 18 de outubro)
Riquezas Naturais
•  O município é recortado por grande número de cursos d´água e possui uma flora muito rica, com destaque pelo seu valor econômico a seringueira (hévea brasiliensis), e a castanha-do-pará (bertholettia excelsa). A sua fauna é também importante, onde sobressai peixe de várias espécies: pirarucu, tambaqui, etc., e animais silvestres, como: onças, caititus, queixadas e outros.
Folclore

•  Várias festas religiosas são realizadas no município, porém, a que mais vem se destacando dentre elas, é a que se faz em homenagem ao padroeiro da cidade – São Pedro – cuja celebração ocorre no mês de junho.

Atrações Turísticas

•  O rio Purus pela sua imponência, pelas belas paisagens que proporciona ao visitante, constitui certamente uma atração turística.
 


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