|
|
|
|
Visualizando Municípios: 62 total |
BARCELOS

 Aspectos Históricos:
Em Mariuá, aldeia dos índios Manaus
originou-se atual cidade de Barcelos, foi fundada em 1728, pelo
carmelita Frei Matias São Boaventura, a missão
de Nossa Senhora da Conceição de Mariuá.
Ergueu-se de inicio uma capela de palha, que recebeu o nome
de Nossa Senhora da Conceição, em seguida um hospital
e pouco depois um colégio.
A missão progrediu rapidamente. Contou o Frei Matias
com o concurso da mão do principal índio na catequese.
Aos Manaus juntaram-se depois os Barés, os Banibas, Passés
e Uerequenas, formando uma população de cerca
de dois mil silvícolas.
Anos depois, o Frei Matias foi substituído pelo Frei
José de Madalena, que construiu em 1739 a capela de São
Caetano.
Em 1744 é construída a capela de Nossa Senhora
de Santana.
Em 1754 chega a Mariuá o Capitão General Francisco
Xavier Mendonça Furtado, para dar cumprimento ao tratado
de limites entre Portugal e Espanha, aí permanecendo
por vários anos.
Mendonça Furtado demorou-se cerca de dois anos em Mariuá.
A povoação ainda não apresentava então
aspecto agradável. Além das palhoças dos
índios só havia as capelas, o hospital e o colégio
ou seminário. Ademais o terreno era alagadiço
quando havia fortes chuvas ficava inundado em grande parte e
as enxurradas cavavam valados profundos. O matagal era enorme.
Mendonça Furtado construiu pontes e aterros no sentido
de melhorar as condições do local. Derrubou-se
o matagal, abriram-se ruas e uma praça, onde foi levantado
um prédio para residência do demarcador espanhol
que era esperado. O palácio das demarcações
onde se deveriam realizar as reuniões das comissões
de demarcação, e a casa de espera “destinada
as cortesias entre os dois demarcadores antes do início
daqueles misteres diplomáticos”, também
foram construídos.
Mariuá, transformou-se. “Já havia um ar
pomposo do centro civilizado”. Sua população
era de cerca de 3000 habitantes.
Em 13.04.1755 é criada a Prelazia Geral.
Em 06.05.1758, a aldeia é elevada à categoria
de vila, com o nome de Barcelos.
Em 27.05.1758 é instalada a capitania de São José
do Rio Negro, com sede na vila de Barcelos, sendo seu primeiro
governador Joaquim de Melo e Póvoas.
Durante o período das Juntas Governativas, veio a Barcelos
o general Pedro Caldas como chefe da segunda comissão
de limites, que então atuou como governador de fato da
capitania.
Em 1788, foi o coronel Manuel da Gama Lobo D’Almada nomeado
Governador da Capitania.
Em 1791, no governo de Manuel da Gama Lobo D’Almada, a
sede da capitania passa para o Lugar da Barra, mas retorna a
Barcelos em 1799.
Em 1808, sob o governo do capitão-de-mar-e-guerra José
Joaquim Vitório da Costa, a sede da Capitania é
transferida de novo para o Lugar da Barra.
Em 1816, ao mando do governador, são demolidos todos
os edifícios existentes em Barcelos, à exceção
do palácio, da Igreja e da provedoria. O ato revestiu-se
de um aspecto depredatório. No dizer dos adversários
do governador, este nutria por Barcelos verdadeira antipatia.
A partir de então, os vestígios da decadência,
já evidentes, acentuaram-se ainda mais.
Em 03.12.1825, a Câmara de Barcelos, obedecendo ordens
do Presidente da Província do Grão-Pará,
foi transferida para o Lugar da Barra.
Em 1828, o Presidente da província resolve fazer retornar
a Barcelos a câmara, devido sérios desentendimentos
entre essa câmara e o comandante militar da comarca.
Em 1833, na divisão do território nacional para
a execução do código do processo, Barcelos
continuou como vila, passando a ter, todavia, antiga denominação
de Mariuá.
Em 1835-1836, por ocasião da cabanagem, Mariuá
manifestou-se decisivamente a favor dos legalistas. Em Icuipiranga,
perto de Tapajós, no segundo semestre de 1835, deu-se
o primeiro combate entre os amazonenses legalistas e os cabanos.
Bararoá, nome de guerra dado a Ambrósio Aires,
comanda a resistência. Neste combate a vitória
coube às suas forças. A luta todavia não
estava terminada. Em outubro, os espias dos cabanos rondavam
a capital da capitania, que não dispunha então
do pessoal necessário à sua defesa. Recorreram
então a Mariuá, donde vieram para a capital, em
atendimento ao pedido, vinte e cinco homens, comandados por
um tenente.
Em Icuipiranga os cabanos reorganizaram-se. Investiram sobre
Luzéa (atual Maués), Serpa (atual Itacoatiara),
vencendo-as sem resistência. A 6 de março de 1836
apossaram-se sem dificuldade da Vila de Manaus, sede da Capitania,
e exerceram o seu governo.
Todavia, em agosto, eclodiu a reação no Alto Amazonas,
“Vilas e Termos pegaram em armas”. O movimento iniciou-se
em Tefé. Mariuá, então, seguindo poucos
dias após o exemplo de Tefé, chamou às
armas os seus munícipes. As suas forças sob o
comando do capitão Miguel Benfica, bateram os cabanos
em Tauapessassu.
Em 30.04.1876 é criada a Comarca de Barcelos.
Em 1878, pela Lei nº 388, a sede da comarca é transferida
para Moura.
Em 09.06.1881, pela Lei nº 538 retorna para Barcelos a
sede da Comarca, com os Termos de Barcelos e Moura.
Em 10.09.1891, pela Lei Estadual nº 10, é criado
o município de São Gabriel da Cachoeira, com território
desmembrado de Barcelos.
Em 1914, foi fundada a Missão Salesiana pelo Pedro Massa,
diretor das Missões dos rios Negro e Madeira. A partir
daí, passou a cidade a recuperar-se, embora lentamente.
Em 28.11.1930, pelo Ato Estadual nº 45, é suprimido
o Município de Barcelos.
Em 17.01.1931, pelo Ato Estadual nº 186, a sede do município
do Rio Negro, é transferida de Moura para Barcelos.
Em 14.09.1931, pelo Ato Estadual nº 33 é restaurado
o Município de Barcelos, com o território desmembrado
de Moura, e mais o território do Município de
São Gabriel, que lhe é anexado.
Em 1935 é desmembrado o território de São
Gabriel, que volta a constituir o município.
Em 31.03.1938, em virtude do Decreto-Lei Estadual nº 68,
Barcelos recebe Foros de Cidade.
Em 1941, a Comarca de Barcelos ganha mais termo: o de São
Gabriel.
Em 13.09.1943, pelo Decreto-Lei Federal nº 5.812, Barcelos
adquire os distritos de Carvoeiro e Moura, passando a constituir-se
de 3 distritos.
Em 04.06.1968, pela Lei Federal nº 54.499, Barcelos é
enquadrado como “Área de Segurança Nacional”.
Em 10.12.1981 pela Emenda Constitucional nº 12, Barcelos
perde os distritos de Carvoeiro e Moura, que passam a constituir
o município de Moura.
 Limites:
• Município de Barcelos
• Estado de Roraima
• Município de Novo Airão
• Município de Codajás
• Município de Maraã
• Município de Santa Isabel do Rio Negro
• Município de Barcelos
• República da Venezuela
 Localização:
6º Sub-Região, Alto Rio Negro.
 Altitude:
40 m acima do nível do mar.
 Área Territorial:
121.617 Km²
 Temperatura
Média: 26º C
 Acesso: Via
Aérea
Via
Fluvial
 Distância:
• Em linha reta entre Barcelos e a Capital do Estado,
405 Km.
• Por via fluvial entre Barcelos e a Capital do Estado, 496
Km.
• Por via aérea entre Barcelos e a Capital do Estado,
396 Km.
 Atividades Econômicas:
• Setor Primário:
- Agricultura: também tem participação
restrita na formação do setor. Apenas uma parcela
insignificante da extensão territorial do município,
está voltado para o cultivo da mandioca em primeiro lugar,
vindo a seguir abacaxi, abacate, limão e tomate.
- Pecuária: o município não tem tradição
no criatório de animais, razão pela qual o plantel
reduzido de bovinos e suínos não concorre para
a formação econômica do setor.
- Pesca: prática artesanal, direcionada para o consumo
das famílias, tem importância econômica na
formação do setor. Destaca-se o pirarucu, jaraqui,
tucunaré, peixe-boi, piraíba, jacarés,
tartarugas e ariranhas.
- Extrativismo Vegetal: atividades econômicas de maior
representatividade no setor primário, onde se destacam
as explorações de sorva, borracha, piaçava,
madeira, castanha e gomas não elásticas.
• Setor Secundário:
- Indústria: fábrica de palmito, estaleiros, serrarias
e olaria.
• Setor Terciário:
- Comércio: varejista e atacadista.
- Serviço: agências bancárias.
 Eventos:
• Festival do Peixe Ornamental – FESPOB
(31.01 à 02.02)
• Festejos de Santo Alberto – festa religiosa mais
tradicional do município (28.07 à 07.08).
• Festival de Verão (final do mês de novembro)
|
|
|